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#9 Experiência com Deus - Testemunho

  • 11 de nov. de 2017
  • 10 min de leitura

Parece brincadeira quando Deus vira e te dá uma resposta do dia pra noite. Você mal consegue acreditar. A empolgação é tão grande, a emoção é tão avassaladora, que você mal consegue se conter dentro de si mesma. Você chora, você vibra, você louva, ajoelha e glorifica. Sua fé aumenta e a vontade é de sair por aí dando o seu testemunho pra todos que você encontrar no meio do caminho.


Mas e quando Deus demora pra responder e até mesmo se silencia?

Mas e quando Deus faz as coisas e você nem se dá conta?


Todas essas três situações ocorreram comigo em menos de dois meses e eu só fui parar pra refletir nisso agora.


Eu faço acompanhamento com um pastor da minha Igreja, a quem tenho muito respeito e admiração, e ele tem sido mais que uma bênção na minha vida na hora de me ajudar a colocar certas coisas no lugar. E hoje nos encontramos e ele conseguiu esclarecer muitas coisas pra mim que eu venho passando com Deus, algumas conscientemente, enquanto outras eu nem fazia idéia de que estavam acontecendo até ele as apontar pra mim. Mas foi tudo tão edificante que eu pensei que poderia ser algo bom de compartilhar com quem quer que leia o meu blog, porque pode ser algo que outras pessoas possam vir a passar e se sentirem confortadas em saber que Deus age dessa forma. E se Ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre e ele agiu de tal forma comigo, Ele com certeza é capaz de fazer o mesmo por todos os outros que o buscam. Não vou contar as três experiências em um post só, pois se não vocês provavelmente levarão três dias para terminar de ler. Vou dividir em três posts e, se for da vontade de Deus, todos nós poderemos ser abençoados com isso.


1a EXPERIÊNCIA - O DIA EM QUE DEUS RESOLVEU ME USAR PRA DAR UM RECADO A ALGUÉM ESTRANHO E O DIABO TENTOU ME CORROMPER


Pois é... Que medo que eu senti com a responsabilidade do que Deus estava entregando em minhas mãos!


A história foi assim:


Deus me deu dons que, apenas quando eu cheguei na Igreja eu descobri o que eram. Um é o dom de sonhos, com o qual eu tenho sonhos que me revelam coisas sobre o futuro, sobre pessoas, situações e/ou coisas a serem feitas. O outro dom é o de visão aberta e audição aberta. E o que seria isso? Eu tenho a capacidade de ver e ouvir, no meu dia a dia, coisas do muito espiritual que os outros não necessariamente enxergam. Algumas das experiências que eu tive desde que me converti são: ouvir som de asas e de vozes de anjos cantando dentro da Igreja e enquanto eu orava; eu já olhei pra algumas pessoas e enxerguei exatamente os espíritos malignos que estavam rondeando elas e aquilo que precisava ser trabalhado nelas na libertação; enxergar com nitidez a alma das pessoas e o que se passa com elas.


Sim, a alma.


Quando eu contei pro pastor sobre isso e descrevi o que eu via, eu chamei de aura e ele me corrigiu e me explicou que o que eu via era a alma das pessoas e que isso era uma visão aberta ou semi aberta, já que eu não vejo isso o tempo todo e nem com todo mundo. É bem frequente eu ver alguma coisa, mas a visão fica mais forte quando a alma da pessoa está em conflito ou quando existe algo para ser trabalhado ali. Lá na Igreja já me explicaram que esse dom geralmente é dado àqueles que tem missão de trabalhar com libertação e, por eu ter saído do candomblé, Deus me deu uma autoridade maior sobre essas forças espirituais negativas para repreendê-las e enxergar de longe os seus ataques e por isso eu consigo ver e ouvir o mundo espiritual com tanta facilidade.


Pois bem. Tendo dito isso, há um rapaz na minha Igreja que eu nunca havia visto. Minha Igreja tem mais de duas mil pessoas e é uma coisa muito comum de se esperar que eu não conheça todo mundo que lá está. E a primeira vez que eu o vi foi em um culto de domingo, se não me engano, no qual ele sentou-se na cadeira bem em frente à minha. Quando eu o vi, apenas de costas pra mim, imediatamente eu senti uma coisa forte no meu peito, como se fosse uma dor e uma aflição muito profundas. Eu não entendi bem, pois eu estava ótima naquele dia, então aquele sentimento não era exatamente meu. Tentei ignorar, prestar atenção no culto, mas parecia inútil. Eu só conseguia olhar pras costas do rapaz e sentir aquela coisa densa e triste. Eu lembro de sentir uma compaixão muito grande por ele, com instintos quase que maternos de querer abraçá-lo e dizer que tudo iria ficar bem. Obviamente eu não fiz isso, porque ele ia achar que eu era uma doida, né? Mas fiquei ali olhando pra ele, até que coisas começaram a ser mostradas no que na época eu achei que era a aura dele, e percebi que ele estava triste. Aliás, que ele era triste. Que a tristeza era uma marca constante na vida dele e que havia muita dor em seu coração. Não fiz nada e fiquei observando, me achando até um pouco doida com isso; até que ele se ajoelhou no chão na minha frente e começou a chorar um choro desesperado, com muita dor, e o meu coração quase se partiu ao meio vendo que aquilo que eu havia visto era de verdade e que ele realmente precisava de conforto e amparo. Não fiz nada, até porque eu não sabia o que fazer e segui com a vida.


Dias depois o vi novamente e perguntei pra uma pessoa próxima quem ele era, se ela sabia algo da vida dele. Descobri seu nome e não muito mais que isso. Segui em frente e deixei pra lá.


Obs: Por motivos de respeito a ele e à confiança que Deus depositou em mim, não vou dar informações específicas sobre quem ele é ou qualquer coisa que o identifique.


No dia do meu batismo, dia 01 de outubro desse ano, eu o vi novamente mais de uma vez na Igreja. Chegamos a interagir brevemente em uma ou dua ocasiões por motivo bem banais, mas nada mais do que isso. Ele não sabia quem eu era e eu só sabia basicamente seu nome. Nas interações que eu tive com ele no dia do meu batismo eu sentia umas coisas estranhas quando o olhava, mas não foquei muito naquilo, pois era o meu batismo e eu estava mega nervosa. No entanto, quando Deus escolhe nos usar, não tem pra onde fugir. Naquela noite de domingo, no dia do meu batismo, eu tive um sonho com ele. Fiquei nervosa, pois o sonho tinha muitos detalhes sobre coisas que eu não tinha mesmo como saber. Ainda assim ignorei, pois senti que eu era muito nova na fé pra estar sendo usada por Deus. No entanto, Deus insistiu e me fez ter o mesmo sonho por mais três noites seguidas. A coisa chegou num ponto em que eu me sentia extremamente perturbada de não ir falar com ele, como se eu estivesse o prejudicando por não fazê-lo. E foi aí que eu levei essa situação pro pastor que faz o meu acompanhamento, pedindo orientação.


Contei tudo a ele e o pastor falou que ele acompanhava também o rapaz e que o meu sonho era definitivamente coisa de Deus e que eu deveria falar com ele pessoalmente sobre isso. Fiquei nervosa, pois tenho um pouco de fobia social e sou bastante tímida na hora de falar com estranhos. Mas aceitei o desafio e me propus a abordá-lo na próxima vez que eu o visse.


E foi aí que entrou a flecha inflamada do diabo.

É... E que complicação!


Depois que eu havia finalmente decidido falar com o rapaz, fui infestada, noite após noite, com sonhos e pensamentos sexualmente impuros com ele. Ele é um rapaz jovem e bonito, mas aquilo veio do nada e não fazia sentido. Ele nem é o tipo de homem que me atrai e, em uma situação normal, não olharia pra ele com esses olhos.


Mas aquilo começou a me atormentar. Algumas vozes e pensamentos surgiam em minha mente me incentivando a usar daquela oportunidade para, de alguma forma, seduzi-lo e aproveitar para entrar na vida dele. Ao mesmo tempo, a minha consciência se negava a fazer aquilo, porque era nítido que era errado por inúmeros motivos, sendo o maior deles o desrespeito com Deus. Eu comecei a travar uma batalha interna, sendo cobrada por Deus a entregar a mensagem e, ao mesmo tempo, tendo que lutar contra aquela semente horrenda que havia brotado em mim de usar a mensagem de Deus para ser pedra de tropeço para mim mesma e para outra pessoa. Sem falar de correr o risco de não conseguir entregar a mensagem que precisava chegar a ele. Olha o pepino!


Passou-se uma semana em que eu lutava com esses conflitos, sempre orando a Deus e buscando o que fazer, até que Ele me deu a seguinte orientação "aprenda a jejuar". Sem brincadeira, Deus falou na minha orelha "aprenda a jejuar". E disso eu comecei uma pesquisa extremamente intensa sobre jejum (que, por sinal, ainda está rolando, pois acredito que as pessoas muitas vezes passam fome à toa) e, chegando à algumas conclusões sobre como proceder com aquilo, eu jejuei o meu primeiro jejum por 12 horas por conta do rapaz e desse pecado que me rondava sobre ele.



Detalhe: eu sou diabética. Eu não aguento ficar mais de 3 horas sem comer e eu consegui vencer, não apenas a fome, mas também os limites da minha doença. Eu medi a glicose de uma em uma hora e meu organismo não entrou em pani sem a comida. Fiquei 12 horas sem comer, apenas tomando água e Deus estava ali comigo o tempo todo. Foi incrível.


Quando o jejum terminou eu soube o que fazer. Sentei a bunda na cadeira e escrevi uma carta. Escrevi ao rapaz tudo o que precisava ser dito, tudo que Deus movia no meu coração para que fosse entregue a ele. Voltei ao meu pastor, que já sabia do que eu estava enfrentando em relação aos desejos sexuais pelo rapaz, e pedi que ele lesse a carta e avaliasse se aquilo poderia ser algo edificante na vida dele. Meu pastor ficou extremamente emocionado e alegre, disse que não havia nada de mim na carta que pudesse influenciá-lo de maneira errada e que a mensagem era nitidamente de Deus. Eu fiquei tão feliz que nem sei dizer. Não de forma vaidosa, como se eu fosse incrível por ter conseguido aquilo, mas porque o pecado não venceu e eu pude honrar a Deus da melhor forma diante daquela situação. E eu não venci isso porque eu sou forte, mas porque Deus recebeu o meu jejum e me guiou diante dessa tribulação. Sem Deus eu teria caído. Sem Deus eu teria, provavelmente, machucado outra pessoa. Sem Deus eu não tenho força para resistir ao pecado. E o jejum foi aceito, pois quando a gente se humilha perante a Deus e renega a carne para fortalecer o espírito, Deus vira seus ouvidos para o nosso clamor e manda Seus anjos ao nosso socorro.


"Ele te humilhou, fez que sentisses fome e te alimentou com o maná que nem tu nem teus pais conhecíeis, para te mostrar que o ser humano não vive apenas de pão, mas de toda a Palavra que procede da boca do SENHOR!" (Deuteronômio 8:3)


E assim Ele o fez. Pedi, então, que o pastor entregasse a carta ao rapaz, para que em nenhum momento eu entrasse em contato com ele, a não ser através das palavras que Deus me usara para pronunciar. E a experiência não poderia ter sido mais edificante pra minha fé, pra fé do meu pastor e pra fé do rapaz. Ele recebeu a carta, a leu e entrou em contato com o pastor, falando que ele estava precisando tanto daquilo e que eu não apenas falei das dores dele, mas que eu descrevi com precisão tudo que ele vem sentindo a vida inteira e nunca soube expressar.


Mas não fui eu... Eu nem o conheço. Eu fui usada por Deus e o Deus que eu sirvo é um Deus que conhece profundamente os corações de Seus filhos. Antes mesmo de sermos concebidos, Ele já havia escrito toda a nossa história e, mesmo depois de nascidos, Ele sabe a conta exata de cada fio de cabelo em nossa cabeça. Deus nos conhece, cada um de nós, profundamente! E, por algum motivo, Ele resolveu me usar para mostrar isso a alguém que precisava muito ter essa experiência. E quanta honra eu senti de poder servir ao meu Deus, usando os dons que Ele me concedeu para servir e edificar a fé de outra pessoa. Nós não recebemos dons de Deus para edificar nossas vidas, mas para servir aos outros. E isso é uma experiência que eu nunca mais quero esquecer.


E só pra ficar claro, assim que eu entreguei a mensagem, todos os pensamentos e sonhos impuros com o rapaz sumiram. Não restou nada. Por isso eu sei que foi ataque das trevas. E o jejum me fez vencer o pecado e as portas do inferno não prevaleceram sobre a minha vida, pois a minha casa estava edificada sobre a rocha.


Obviamente não estou dizendo que agora eu sou imune a qualquer coisa que venha em minha direção. Paulo sempre advertia: "aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia" (1 Corintios 10:12), então não sou imune a nada. Orar, vigiar, jejuar, louvar a Deus e ler a Palavra: tudo isso precisa ser um hábito constante em minha vida (em nossas vidas!), para que Deus esteja sempre fortalecendo o meu espírito e aniquilando os desejos da minha carne. Nossa luta não é contra pessoas, nem necessariamente contra a carne, mas contra principados e potestades que usam das nossas fraquezas para tentar nos destruir. Por isso, nosso espírito deve estar sendo fortalecido o tempo inteiro com oração, jejum e a Palavra, e nossos olhos devem estar sempre voltados ao Senhor, pois Ele é o único que tem o poder para nos manter de pé.


Esse blog é muito especial pra mim, pois ele retrata o meu caminhar. Essa experiência está marcada em meu coração, mas agora estará aqui para que, de alguma forma, ela também fique marcada em todos aqueles que entrarem em contato com essa história.


Eu agradeço a Deus por me usar. Mesmo eu não sendo digna, mesmo Ele não dependendo de mim para isso, mesmo eu sendo uma pecadora, Ele me viu e escolheu confiar em mim com algo muito precioso sobre a vida de outra pessoa. Espero, com todo o meu coração, que eu possa sempre ter bom ânimo e um espírito pronto para servir a Deus quando ele me chamar. Que Suas bênçãos façam morada em nossas vidas e nossas casas sejam construídas sobre a rocha. Deus é bom o tempo todo e em nome de Jesus eu posso dizer que o meu maior desejo é poder servi-lo todos os dias da minha vida. Amém e glória a Deus.


 
 
 

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